quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

imagens [d]escritas

Desde que saí, cada vez que volto, a cidade nunca está igual. Sempre mudando. Efêmera. Não poderia ser diferente. É uma característica saudável. Tentar mudar e melhorar ou até piorar. É um desenrolar urbano.

Minha vivência foi de descoberta, mas também de reconhecimento. Do caos no metrô em horário de pico, ao generoso jardim da Mina Klabin na casa modernista, passando pelo edifício-ateliê-biblioteca-papelaria-lanchonete-convívio da FAUUSP, pela paulista com suas generosas calçadas, presença do MASP, da FIESP, do Conjunto Nacional, pelo talvez ¨escondido¨injustamente Centro Cultural SP, pela parada obrigatória na Pinacoteca, Mercadão, Parque da Luz, pelo desacanhado Oficina, pelo SESC com vigor especial da Pompéia, pela vista do e para o COPAN, pela marquise que passeia pelo Parque do Ibirapuera, pelo novo uso do ex-Carandiru, agora Parque da Juventude, pelo caminho suspenso do solo devido à contaminação, hortas, apropriação da terceira idade da Praça Victor Civita, pela separação público e privado dada com o desnível do solo na Casa do Paulo Mendes no Butantã, pela rua Augusta com seu poder de atração inexplicável, por esses e por outros que despertam a atenção, a vontade de voltar, um olhar mais atento e curioso aos porquês.