












Há um tempo atrás, o SESC mais perto de onde eu morava. Incrustado na Lapa, foi segundo minha mãe meu passeio infantil de domingo. Vagamente me recordo de me sentir mínima diante da escala da fábrica em 1990 e poucos.
Há uma dinâmica de qualidade no espaço do SESC Pompéia de Dona Lina. Tanto a escala humana, quanto a arquitetônica são relevantes. É possível notar os usos pelas idades mais diversas, dos vovôs jogando no tabuleiro com direito á boneco sentado sozinho, morrendo de vontade de ter vida, de figurante; das crianças de alguma escola correndo e gritando, sonoramente, no deck de madeira ou na “praia paulistana”. Umas das exposições mais bacanas que fui, aOmbresetlumieres [sombra e luz], ilustra sem deixar de lado a diversão, provocando a curiosidade, e a interação direta e indireta, toda a discussão das projeções por meio das mídias. Acho que despertou ou aflorou muitas crianças por lá.








O COPAN é uma cidade, vertical lógico. O síndico, seu prefeito. A vontade é de fazer as malas e mudar pra lá. Exagero! É relevante a vista, tanto dos apartamentos, quanto da cobertura, a divisão entre área íntima e social por meio do mobiliário, as diferentes tipologias, a área comercial que ajuda o edifício a respirar, e o marco que o configurou na redondeza.
"Quando iniciamos o projeto e durante toda a sua concepção, Lina e eu procuramos concretizar as propostas cênica e espacial de Zé Celso. Houve um saudável, por vezes complexo, processo de integração de diferenças culturais e estéticas: de um lado nos arquitetos e nossa formação modernista, os conceitos de limpeza formal, pureza de elementos, less is more, racionalismo construtivo asceticismo e do outro, o teatro de Zé Celso, com o simbolismo, a iconoclastia, o barroco, a antropofagia, o sentido, a emoção, e o desejo de contato físico entre atores e platéia, o "te-ato"." (ELITO)Segunda vez que vou ao teatro oficina. Primeira de noite e que eu assisto a uma peça - Cacilda!! - e, vejo todo o projeto acontecendo, fluindo, as aberturas, a passarela que se configura como palco. Os personagens surgindo e desaparecendo pelas cortinas, escadas, alçapões, e a gentileza com o público de deixá-lo sentir o gosto de descobrir o espaço pelas emoções. A foto acima é de quando eu o conheci.

Como o centro cultural SP, o MASP não se esconde. Qualquer um que passe pela Paulista, seja na calçada logo abaixo do grande vão ou na de frente ao Parque Trianon, nota o edifício horizontalizado com seus nada tímidos 4 apoios, hoje vermelhos. Seja pela escala, pela cor ou por se configurar como um “strano” no mar quase cheio de mesmices verticais.
